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7 de Out de 2009

Eleições Autárquicas em Viseu 2009

No próximo domingo, dia 11 de Outubro, termina a "saga eleitoral" de 2009.

Se nas Europeias a coisa correu de feição e nas Legislativas poderia ter corrido melhor, já nas Autárquicas não é concebível nem expectável que o PSD venha a ter outro resultado que não o que teve nas anteriores eleições: uma completa vitória a nível nacional. Mais Câmaras, mais Freguesias, mais votos e mais Mandatos.

Cá pelo meu lado vou fazer o que faço sempre: reconhecer o mérito a quem o tem. Não que as coisas sejam perfeitas. Não que não existam coisas a ser corrigidas. Não que não existam coisas a ser feitas. Mas porque o que foi feito em Viseu nas duas últimas décadas é, a todos os níveis, notável. E porque o que me é prometido corresponde, em parte, ao que entendo que faz falta. E porque essas são promessas feitas por pessoas credíveis...

Por essa razão, Fernando Ruas terá o meu voto para a Presidência da Câmara Municipal e Almeida Henriques para a Presidência da Assembleia Municipal.

24 de Set de 2009

Em que ficamos?

Enquanto Quadro Superior da Administração Pública, sob a supervisão e tutela do Ministério da Saúde, nada mais posso adiantar que o seguinte:

1. ontem, enquanto assistia ao frente-a-frente entre Luís Filipe Menezes e João Soares, Mário Crespo, inesperadamente interrompe a (cordial) conversa entre ambos (ou entre os três), anunciando uma comunicação, a partir de Coimbra, da Srª Ministra da Saúde;
2. enquanto se assistia ao compasso de espera (queixando-se a Srª Ministra, em tom não menos cordial que a conversa a que vinha assistindo, para os jornalistas presentes na sala - já agora um abraço amigo para o Quim Reis - de que quanto mais depressa se queria fazer as coisas, mais relutantes elas pareciam ser em deixarem-se ser feitas, aparentemente aludindo ao Toshiba que nunca mais arrancava), Mário Crespo ia adiantando que, parecia que a Srª Ministra da Saúde iria dar uma informação aos jornalistas, sem direito a perguntas, sobre a Gripe A.
3. Depois de, com toda a gentileza ter perguntado aos jornalistas se podia iniciar a "informação", a Srª Ministra anunciou que na manhã de ontem morrera um homem de 41 anos, no Hospital de Santo António, descreveu sumariamente o quadro clínico (tenebroso...) e remeteu para a conferência de imprensa de hoje os esclarecimentos adicionais que os jornalistas julgassem necessários. Despediu-se, novamente simpática. Fim de emissão.
4. A SIC-N, de imediato, passou a inserir, em letras garrafais, "Portugal regista a primeira vítima mortal de Gripe A". Os comentadores presentes (depois de uma breve e em consonância referência sobre o exagero do anúncio em directo quase às 22:00 horas de um dia - e de Luís Filipe Menezes tecer um paralelismo com a situação de Pedro Santana Lopes e de Mourinho), coincidiram sobre um ponto essencial: qualquer doente transplantado, em situação de rejeição de órgão, corre graves riscos de morte, independentemente de ser com o vírus da Gripe A ou de ser na sequência de uma comum constipação. O representante do PSD foi apresentado como médico. O representante do PS não deixou de invocar o facto de ser primo direito do Eduardo Barroso.
5. Eis senão quando, ao contrário do que tudo fazia crer, a Directora da UCIP (Unidade de Cuidados Intensivos Polivalentes) do Hospital de Santo António veio hoje negar que a morte se tenha ficado a dever à Gripe A, mas sim a uma infecção bacteriana...

Ora isto levanta uma questão.
Se Sócrates teve a sorte de ter uma crise para disfarçar os erros da sua política económica, também teve a sorte de ter sabido escolher uma Srª Ministra da Saúde que, do Minho ao Algarve, tem sido incansável no acalmar as populações em relação a um vírus que, como já foi afirmado em diversos países (pelos respectivos responsáveis da saúde) e pela própria Organização Mundial da Saúde, é de reduzidíssima gravidade...

9 de Jul de 2009

As folhas da Árvore



É inaugurada hoje, decorrendo até 14 de Agosto, a 24ª Exposição Colectiva dos Sócios da Árvore, Cooperativa de Actividades Artísticas do Porto.
A visitar...
Alcino Soutinho, Álvaro Siza... só para citar alguns nomes, estarão lá, a exibir os seus trabalhos.

8 de Jul de 2009

Comissão Parlamentar de Inquérito ao BPN

Ou:


Como, ao fim de seis meses de trabalho, a montanha pariu um rato...

7 de Jul de 2009

The Big Pink - Velvet

Seen it in my head, burning my heart
Seen it in my past, back in my home
Doesn't make sense, see her again
I don't, know
I felt it for some time, ever not at all
Poison in my head, gun love hurts
I'm not looking for love, but it's hard to resist
I don't recall, me and mistakes

She's the only one, that's the best I've had
I found her in a dream, looking for me
This heart's on fire, I'll bring myself
Up to the force, down again

These arms are mine
Don't matter who they hold
So should i maybe, Just leave love alone
You call out my name, for the love you need
Which you won't find in me

These arms are mine
Don't matter who they hold
You're made for me, and i'll leave love alone
you call out my name for the love you need
Which you won't find in me

Seen it in my head, burning my heart
I found her in a dream, looking for me
Doesn't make sense, see her again
I don't, know

I can see the end, of what I've become
A tale of a love, come and gone
But now my love, no promises
I won't go, falling in love

2 de Jul de 2009

Carta aberta ao Primeiro-Ministro de Portugal


Por ser um dos signatários da petição, entendo ser de divulgar também esta carta aberta.

Em qualquer livraria da INCM que entre encontram-se verdadeiras pérolas da cultura. Apenas a Gulbenkian se lhe poderá, e apenas em certa medida, comparar. É simplesmente inqualificável... Qualquer dia o único livro que a INCM edita é o da imagem. Ai pois é...


Senhor Primeiro-Ministro

Excelência


Os actuais estatutos da Imprensa Nacional – Casa da Moeda (DL 170/99, de 19 de Maio), na sequência do que faziam já os anteriores, incluem no seu objecto social “a edição de obras de relevante interesse cultural, sendo, para esse efeito, a sua administração assistida por um Conselho Editorial, composto por "personalidades de reconhecida capacidade literária, artística e cultural" e ao qual compete “dar parecer sobre os aspectos literário, cultural e artístico da actividade editorial” da empresa.


Durante as três últimas décadas, que correspondem ao retomar de uma função editora que a antiga Imprensa Nacional longa e abundantemente exerceu no passado, sempre a actividade editorial da empresa pública INCM foi entendida, tanto pelas suas sucessivas administrações como pelas respectivas tutelas governamentais, como devendo revestir uma função supletiva relativamente à actividade, predominante e legitimamente comercial, das editoras privadas, função que revestia, inequivocamente, o carácter de serviço público e não de uma actividade que visasse, directamente, o lucro. Daí que, como o seu catálogo claramente ilustra, se tivesse concentrado na edição de obras de reconhecido interesse cultural, desde clássicos até obras fundamentais de ou sobre a cultura portuguesa, que, em regra, não interessam às editoras privadas, e em edições preparadas pelos melhores especialistas, cuidadosamente revistas, ainda que, muitas vezes, de escoamento lento, que poderia demorar décadas.


Era a importância cultural atribuída por lei ao serviço público que a INCM desempenhava no plano da edição que explicava não só que, durante duas décadas, os membros do seu Conselho Editorial fossem designados em Conselho de Ministros, sob proposta do membro do Governo responsável pela Cultura, como, ainda, que entre os seus membros se tivessem contado personalidades da envergadura intelectual de Fernando Gil, Jacinto e Eduardo Prado Coelho, Andrée Crabbé Rocha, Pedro Tamen, António Alçada Baptista, Fernando Moser, Francisco da Gama Caeiro, José Mattoso, José Augusto França, Aníbal Pinto de Castro, Ivo Castro, Luís Oliveira Ramos, António Machado Pires ou Manuel Villaverde Cabral.


Este entendimento sobre a função de serviço público da actividade editorial da INCM parece não ser partilhado pela sua actual administração, que, movida, porventura, por um ilegal e anti-estatutário intuito de reorientar aquela actividade num sentido predominante ou exclusivamente comercial, não só tem vindo a abrandar, progressiva e significativamente, o ritmo daquela mesma actividade, como suspendeu a publicação da 3ª série da revista cultural Prelo, e, num acto de barbárie cultural sem precedentes na empresa, admite agora, em cartas que está dirigindo aos seus editados ou respectivos herdeiros, vir a proceder à destruição de exemplares de obras cuja venda tenha tido pouca expressão nos últimos anos. Esta destruição não pouparia, sequer, alguns dos volumes que integram edições, em curso, de Obras Completas de autores como Jaime Cortesão, Leonardo Coimbra, Adolfo Casais Monteiro, José Régio, Domingos Monteiro, Vitorino Nemésio, Tomaz de Figueiredo ou José Marinho, e, talvez, das edições críticas de Garrett, Eça ou Pessoa ou de clássicos como Hesíodo, Aristóteles, Aristófanes ou Plauto!


Seriamente preocupados com este inominável acto de barbárie cultural que se anuncia como um novo Fahrenheit 451, agora mais ecológico, já que substituiria o fogo pela guilhotina, os signatários vêm apelar para Vossa Excelência, Senhor Primeiro-Ministro, para que seja ordenado, imediatamente, que a lei e os estatutos da INCM sejam respeitados e a empresa, em vez de proceder à destruição de quaisquer obras, procure melhorar o seu sistema de vendas e mantenha e amplie o número de ofertas a bibliotecas públicas, escolares e universitárias portuguesas, tanto públicas como privadas, e dos restantes países lusófonos, de Goa e de Macau, e aos centros culturais portugueses no estrangeiro, designadamente em países em que existam emigrantes nacionais.


É esse, de resto, o teor da Petição “Não destruam os livros!”, que, em escassos dias, foi já subscrita por cerca de um milhar de pessoas, entre as quais se contam figuras muito relevantes da nossa Cultura: http://www.gopetition.com/online/28707.html

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Com respeitosos cumprimentos

António Cândido Franco

Arnaldo Saraiva

Dalila Pereira da Costa

Joaquim Domingues

José Saramago

Maria Celeste Natário

Miguel Real

Pinharanda Gomes

Renato Epifânio

Nos cornos do touro

Pinho a investir contra Bernardino Soares

Brincadeira de criança. Infantilice.
Nada a que não se estivesse já habituado.
Nem houve tempo para pedir desculpas ou para segundas oportunidades. Já nem sequer era a primeira vez.
Foi demitido.
Não venham com essas historietas da carochinha a dizer que pediu a demissão. Pinho não tem esse tipo de lógica; para ele é asneirar e asnear.
Pinho demitiu-se? Não me façam rir!
Foi demitido e é bem feito.
Nos cornos do touro. Sacrificado como acontecia nos tempos bárbaros. Às mãos de um Primeiro Ministro em desespero.
E cada vez mais desesperado.
O pior Ministro das Finanças da Europa passa a acumular a pasta da Economia.
Ficamos como estávamos: com o pior governo da Europa!

27 de Jun de 2009

Os exemplos vêm de cima

RMN de actividade cerebral desencadeada por mentira


Quando, aqui há dias, na sequência da atribuição do estatuto de arguido a um colaborador do Ministro da Agricultura, Paulo Rangel, em pleno hemiciclo, questionou alguém sobre se considerava que tal colaborador mereceria (ou melhor dizendo, se o cargo que ocupava era compatível com o estatuto de arguido num já famoso processo jurídico) manter a confiança política.

O destinatário da questão, com o tom pesaroso que vem adoptando desde o passado dia 7 de Junho (como se um tom de voz fosse capaz de compensar a miríade de asneiradas cometidas...), peremptoriamente afirmou que o ora arguido, de pronto, remetera uma carta ao seu Ministro da tutela (Jaime Silva), colocando o lugar à disposição. E mais. Que o Senhor Ministro da Agricultura tinha aceite essa sua disponibilidade, ou seja, a sua demissão, e que se encontrava agora mesmo a equacionar um substituto para o lugar (que, diga-se de passagem, envolve a gestão de verbas comunitárias).

Tudo em tom cordato. Ninguém suspeitou. De nada. Creio que nem sequer o céptico militante que foi autor da questão.


No entanto, do lado de fora do hemiciclo, enquanto se aproximava da bancada do governo, o Senhor Ministro da Agricultura era confrontado, por uma jornalista, com idêntica questão. A resposta (de acordo com o novo manual de comunicação ora adoptado) simpática foi de que iria ter uma conversa com o dito Senhor, ora arguido, e que depois logo veria se o manteria ou não.


3º Acto.

Minstro da Agricultura, depois de ter entrado na sala, regressa passados instantes e presta os seguintes esclarecimentos:

- O ora arguido, de pronto me fez entrega de uma carta, manifestando a plena disponibilidade do lugar, que eu, naturalmente, logo aceitei. Agradeci-lhe os serviços prestados. De momento estou a diligenciar no sentido da sua pronta substituição.


E assim se mente no Governo da República Portuguesa. Hierarquicamente, conforme a boa tradição napoleónica.

26 de Jun de 2009

A minha bússola política




O site Political Compass disponibiliza um questionário que, como output, nos fornece o nosso posicionamento político.

A imagem mostra como, no presente momento, este militante social-democrata, se posiciona face ao "mercado partidário" (pelo menos ao norte-americano, país que serviu de referência às questões que compõem esta bússola).

Em termos económicos sou de direita. O resultado é 2,25.
Em termos sociais sou, claramente, libertário. Obtive um score de - 4,72. Quase no ponto médio (-5,00)! Ou seja, por mim não existem regras a impor à sociedade. Camarada (será assim que se diz?) Louçã tem aqui um dos seus!

Em suma, de direita. Libertário. PSD.

Segundo o mesmo site, nesta área só mesmo Milton Friedman é que terá andado, ainda que bastante mais para a direita e ainda Ayn Rand, o que, tenho de confessar, já é mais do meu agrado.
Sinto-me bem. Sinto-me eu próprio. E se a internet (ademais americana) o diz é porque deve ser mesmo verdade...

18 de Jun de 2009

Não destruam os livros



Porque os livros são a principal riqueza de um qualquer povo. De um qualquer universo.
Não terá sido um puro acaso a perseguição que, ao longo dos séculos, foi movida aos livros.
Nem a riqueza informativa que uma breve nota (ver Apontamento acima) pode conter.

Leia, assine e divulgue a seguinte petição:
http://www.gopetition.com/online/28707.html